COMO VOTOU A PARAÍBA? Polêmica apresenta especial com as disputas ao Governo desde 1982 - VEJA COMO FORAM OS PLEITOS DE 82 À 90

A disputa para o Governo da Paraíba, tem tudo para ser uma das corridas mais acirradas dos últimos anos.

Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho, são os principais nomes na disputa pelo comando do Palácio da Redenção.

Pensando em fazer um retrospecto dessas disputas, o Polêmica apresenta aos leitores um especial apresentando os grandes políticos, partidos e como os paraibanos votaram ao Governo desde 1982.

1982

A disputa de 1982 englobava 3 candidaturas: Francisco Derly Pereira (PT), Antônio Mariz (MDB) e Wilson Braga (PDS).

Com o fim da Ditadura Militar se aproximando e o retorno do pluripartidarismo, o pleito deste ano foi a primeira disputa ao Governo feita pelo voto direto desde a vitória de João Agripino em 1965.

A grande disputa se concentrava entre os Deputados Federais Wilson Braga e Antônio Mariz.

Mariz havia desafiado os militares em 1978, se colocando como candidato ao Governo contra Tarcísio Burity, o que ocasionou em uma prévia dentro da ARENA, que decidiu pela candidatura de Burity, abrindo espaço para Mariz ser o candidato das oposições em 1982.

Braga vinha referendado por quatro mandatos na Câmara Federal, sendo que nas duas últimas eleições foi o Federal mais votado do Estado, ficando na frente do próprio Mariz em 1978.

A força de Wilson no interior acabou sendo primordial, pois mesmo perdendo para Mariz em João Pessoa e Campina Grande, Braga venceu a disputa com mais de 150 mil votos de vantagem, ao atingir 509.855 votos (58,47%), contra 358.146 votos (41,06%) de Mariz.

1986

A disputa de 1982 englobava 3 candidaturas: Carlos Alberto Dantas Bezerra (PT), Marcondes Gadelha (PFL) e Tarcísio Burity (MDB).

A grande disputa se concentrava entre o ex-Governador Tarcísio Burity e o Senador Marcondes Gadelha.

O final do Governo de Wilson Braga foi marcado por acusações de corrupção e de um suposto envolvimento no assassinato de Paulo Brandão Cavalcante, empresário que administrava o Sistema Correio de Comunicações.

Mesmo com a brusca queda de popularidade, o Governador decidiu deixar o cargo em maio de 1986 para tentar uma das duas vagas do estado ao Senado e indicou Marcondes Gadelha, o Senador eleito da chapa em 82, como seu candidato ao Governo.

Já na oposição, Burity que foi eleito Deputado Federal na base de Braga em 1982, foi colocado como candidato do MDB, mesmo sendo um novato no partido, fato esse que desagradou Humberto Lucena, que achava ser o candidato natural.

A força de Burity, junto as turbulências de Braga se confirmaram em uma votação surpreendente, onde Wilson ficou na terceira colocação, atrás de Raimundo Lira e Humberto Lucena e Burity se tornando Governador pela segunda vez, agora pelo voto direto, se elegendo com 755.625 votos (61,27%), contra 459.589 (37,26%) de Gadelha.

1990

A disputa de 1990 englobava 5 candidaturas: Juracy Palhano (PDC), Genival Veloso de França (PT), João Agripino Maia (PDS), Ronaldo Cunha Lima (MDB) e Wilson Braga (PDT).

Primeiro Governador eleito pelo voto popular após a redemocratização em 1982, em uma histórica eleição contra Antônio Mariz, Wilson Braga tentou uma vaga no senado em 1986 pelo PFL (atual União Brasil), ficando em terceiro lugar na disputa, atrás de Raimundo Lira e Humberto Lucena, ambos do MDB.

Eleito Prefeito da capital em 1988, Braga renunciou ao cargo para tentar retornar ao Palácio da Redenção em 1990, já na época filiado ao PDT.

Na primeira disputa com a inclusão do segundo turno, o principal adversário do ex-Governador foi Ronaldo Cunha Lima.

Cassado pela ditadura em 1969, quando era Prefeito de Campina Grande, Ronaldo ficou por muitos anos trabalhando como advogado no Rio de Janeiro. Anistiado em 1982, o ex-Prefeito volta à Rainha da Borborema e conquista a prefeitura em uma disputa contra Vital do Rêgo.

No primeiro turno Wilson Braga que era favorito nas pesquisas, saiu vitorioso com uma vantagem de mais de 36 mil votos, com 43,37% contra 40,22% de Ronaldo.

No segundo turno, Ronaldo Cunha Lima soube costurar bens as alianças políticas e atraiu João Agripino Maia para seu lado, fator preponderante para a sua incrível virada.

Ronaldo venceu o segundo turno com 704.375 votos (55,1%), enquanto que, Wilson Braga teve 571.802 votos (44,8%).

Fonte: Vitor Azevêdo
Créditos: Polêmica Paraíba