Foto: Reprodução
Luiz Phillipe Machado Mourão, o “Felipe Mourão” ou “Sicário”, braço do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em um grupo investigado por atividades de monitoramento e vigilância, foi preso na terceira fase da operação Compliance Zero. Mas, além da prisão preventiva, veio à tona que Mourão responde a processo da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) por sonegação de Imposto de Renda.
A dívida ativa soma R$ 216 mil, valor referente a multas e valores corrigidos, relacionados aos períodos 2019/2020 e 2020/2021. A PGFN pediu bloqueio antecipado de bens via Sisbajud, mas um juiz do TRF6 negou a medida antes da citação.
Em decisão de 23 de dezembro, ficou estabelecido que, caso não pague ou não indique bens à penhora em até cinco dias após ser citado, o bloqueio de contas e veículos poderá ser feito automaticamente. A defesa não se manifestou no processo, e a dívida segue ativa no painel da PGFN.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, que também determinou a suspensão das atividades das empresas King Participações Imobiliárias Ltda e King Motors Locação de Veículos e Participações.
Segundo a PF, há indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, por intermédio de Fabiano Zettel, para coordenar ações de vigilância, levantamento de informações e monitoramento de pessoas consideradas rivais ou críticas a Vorcaro.
Fonte: Blog do BG