O dia 25 de outubro está batendo na porta e a virada já está configurada. A história recente mostra um padrão claro.
A última vez que o sistema Globo elegeu seu candidato à Presidência foi em 1998, com Fernando Henrique Cardoso.
De lá para cá:
Em 2002, o candidato da Globo era José Serra. Quem ganhou foi Lula. Em 2006, o ungido da Globo era Alckmin; Lula ganhou de novo. Em 2010, mais uma vez o candidato global era José Serra. Ganhou Dilma. Em 2014, a candidatura de Aécio Neves foi precedida até de uma minissérie, 'O Brado Retumbante', onde o ator principal, Domingos Montagner, foi maquiado para parecer Aécio, mas quem ganhou de virada foi Dilma Rousseff, reeleita.
Em 2018, o candidato da Globo era Luciano Huck, que não emplacou como terceira via. Apareceu Bolsonaro das entranhas do antipetismo que a Globo forjou e foi o antilula, que não ganhou uma pesquisa, nem mesmo quando Lula já estava preso.
Bolsonaro não era o queridinho da emissora. Venceu Haddad e passou quatro anos às turras com o que seu gado chamava de "Globo Lixo". Em 2022, Bolsonaro, a contragosto da Vênus Platinada, mas por ser o antilula, foi "abençoado" por ela e perdeu.
Resumo da ópera: das últimas seis eleições presidenciais, o PT ganhou cinco e a Globo perdeu as seis.
Resta agora não desanimar. Nada de desacelerar. Não vai ser fácil, porque nunca foi. Mas o PT vai vencer, como diria Churchill, "com sangue, suor e lágrimas"... Mas vai.
Já ganhamos nas ruas, nas mídias e já estamos começando a ganhar nas pesquisas. Só falta agora ganhar nas urnas.
Saiamos da zona de conforto e vamos virar voto. Mas se for difícil virar um voto imbecilizado, corramos atrás dos 33 milhões que não votaram no primeiro turno. Mais de vinte milhões deles e delas, se forem votar, é em Lula e a vitória será inevitável e linda.
Crispiniano Neto – Jornalista, poeta e escritor. Fundador do PT, há 45 anos na sigla.
Blog do Geraldo Andrade
