O comerciante petista uiraunense, Francisco Moreira Vieira visitou dia 20 de julho de 2026 à réplica da casa onde nasceu e viveu até os sete anos, em Caetés, no agreste pernambucano, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O cenário interno reproduz elementos clássicos da época como o fogão a lenha, o colchão de palha, o candeeiro, as imagens do Coração de Jesus e de Nossa Senhora Aparecida, o pilão, o pote, a máquina de costura, o cabideiro, a bateria de panelas, o baú e demais móveis de madeira, tudo memória de um tempo e de uma realidade que o presidente Lula não esquece.
O principal objetivo dessa iniciativa foi resgatar a memória das dificuldades enfrentadas pela família e destacar a trajetória de superação do presidente Lula.
A Casa de Dona Lindu fica na Comunidade de Vargem Cumprida a 5 quilômetros da sede do município de Caetés, no agreste pernambucano. A cidade fica a 248 quilômetros da capital, Recife.
Dona Eurídice Ferreira de Mello (Dona Lindu) nasceu em Caetés, que na época de seu nascimento era Distrito de Garanhuns, em Pernambuco em 15 de junho de 1915. Como escreveu Euclides da Cunha, “o sertanejo é antes de tudo um forte”. Mas, neste caso, a sertaneja Eurídice Ferreira de Melo, a Dona Lindu, é mais do que forte. É guerreira, mulher, mãe e heroína.
O Parque Dona Lindu é um projeto do arquiteto Oscar Niemayer, primeira obra do mestre em Recife. O nome é em homenagem a Eurídice Ferreira Melo (Dona Lindu), mãe do presidente Lula, que saiu de Caetés, Agreste do Estado, para criar, sozinha, oito filhos em São Paulo.
Sua história se inicia no cenário desolador da seca no agreste pernambucano. Em 1952, após uma forte estiagem que castigou o estado, Dona Lindu e seus oito filhos deixam para trás a seca e a pobreza em busca de uma vida melhor, sem miséria e sem fome. Mais do que esperança, o que lhe movia era coragem. Entre os filhos, com apenas sete anos, estava o hoje presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Dona Lindu, mãe e grande referência na vida do presidente Lula, faleceu de câncer no útero em 12 de maio de 1980, enquanto Lula estava preso por liderar a greve de metalúrgicos do ABC. Mesmo preso, em plena ditadura militar, Lula pôde comparecer ao velório e ao enterro. Dona Lindu está sepultada no no Cemitério da Vila Pauliceia, São Bernardo do Campo.
Dona Lindu (Eurídice Ferreira de Melo) simboliza a resistência da mulher nordestina. Como mãe e analfabeta, migrou do sertão pernambucano para São Paulo fugindo da miséria.
Seu papel social foi o de matriarca provedora, educadora e defensora dos direitos básicos, formando gerações mesmo diante de extrema vulnerabilidade social e violência doméstica. Sem Dona Lindu não existiria Lula. Mulher nordestina, retirante, que fez da dor, força e da esperança, luta. Dona Lindu: a matriarca do Brasil.
Em São Paulo Lula trabalhou como ambulante, engraxate, office boy e auxiliar numa tinturaria, Lula arruma seu primeiro emprego com carteira assinada nos Armazéns Gerais Columbia. Aos 14 anos, Lula é empregado na Fábrica de Parafusos Marte, onde ganha seu primeiro ordenado como metalúrgico: meio salário mínimo. No emprego, surge a oportunidade de se inscrever para o curso profissionalizante no Senai, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Empregado na Metalúrgica Independência, aos 18 anos, Lula opera o torno no turno da noite, muitas vezes cumprindo expediente das 19h às 7h. Realizar mais horas extras do que o permitido por lei era prática comum na fábrica. Numa dessas ocasiões, por volta das duas horas da madrugada, quebrou o parafuso de uma prensa e Lula tratou de consertá-lo.
No momento em que ele repunha a peça em seu lugar, o operário que trabalhava na prensa naquela noite cochilou e largou o braço da prensa, fazendo-a desabar sobre a mão esquerda de Lula, esmagando-lhe o dedo mínimo. Em 1966 Lula é admitido nas Indústrias Villares, em São Bernardo do Campo, uma das mais robustas metalúrgicas da época.
Segundo Doriel Barros, deputado estadual a ideia é que a Casa de Dona seja uma espécie de memorial sobre a infância do presidente Lula e que seja mais um ponto de visitação de pessoas que vão a Caetés conhecer o lugar onde Lula nasceu.
“Dia 20 de julho vivi um momento especial e muito simbólico: visitei, em Caetés, (PE), a casa de Dona Lindu onde nasceu e viveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma casa de taipa, chão de terra batida, sem banheiro e com apenas duas janelas, mas cheio de história, resistência e esperança. Foi dali, do sertão agreste, que surgiu um dos maiores líderes da história da nossa nação. Muito emocionado por ver a casa onde o presidente mais popular do Brasil em todos os tempos nasceu e morou na infância. Visitar a casa onde nasceu o presidente Lula é sinal de esperança e força para a caminhada! Visitar essas origens é lembrar que é possível vencer a fome, a seca e a desigualdade com coragem, bravura, determinação, fé e luta”, disse o comerciante, Francisco Moreira Vieira.
“Neste ano, temos o desafio de reeleger o presidente Lula para seu quarto mandato como presidente, para que siga liderando nosso país no caminho das mudanças que melhoram a vida do nosso povo. Vamos juntos! ”, ressalta Francisco Moreira Vieira.
Abdias Duque de Abrantes Advogado, jornalista, servidor público, graduado em Jornalismo e Direito pela UFPB e pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), que integra a Laureate International Universities.
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