Filho de agricultor e oriundo de uma família numerosa com 17 irmãos, o deputado federal Wilson Santiago construiu sua trajetória a partir de bases profundamente ligadas à realidade do homem do campo no sertão paraibano. Décimo primeiro entre os filhos, ele viveu a infância no meio rural até os 12 ou 13 anos de idade, período em que teve seus primeiros contatos com a educação formal em escolas localizadas em distritos que, à época, ainda não possuíam autonomia administrativa.
Foi nos então distritos de Poço Dantas e Bernardino Batista hoje emancipados como municípios, que iniciou o ensino fundamental em condições típicas do interior nordestino, marcadas por limitações estruturais, mas também por forte vínculo comunitário. Posteriormente, mudou-se para Uiraúna, onde deu continuidade aos estudos, concluindo o ensino fundamental até a quinta série, limite educacional disponível na cidade naquele período, já que não havia oferta do chamado “científico”, equivalente ao atual ensino médio.
Diante da ausência de estrutura educacional mais avançada no sertão, Santiago migrou para João Pessoa em busca de continuidade acadêmica. Na capital paraibana, enfrentou dificuldades típicas de estudantes de baixa renda, passando a residir em casa de estudante, onde permaneceu por cerca de uma década. Esse período foi decisivo para sua formação, tanto acadêmica quanto pessoal.
Ao longo de sua trajetória educacional, o parlamentar destaca que cursou integralmente o ensino básico em instituições públicas, incluindo também parte do ensino superior. A narrativa evidencia um percurso marcado pela superação de limitações socioeconômicas e pela valorização da educação pública como instrumento de ascensão social.
O relato do deputado insere-se em um padrão recorrente na formação de lideranças políticas oriundas do interior nordestino, cuja legitimidade política frequentemente se ancora na experiência direta com as dificuldades estruturais da região, especialmente no campo educacional e social.