Treze pessoas entre agentes públicos, advogados e empresários foram alvos da Operação Cítrico, desencadeada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), e da Controladoria-Geral da União (CGU). A ação afastou do cargo o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante) e cumpriu medidas cautelares expedidas no âmbito de investigação que apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo.
Veja a relação dos alvos dos mandados:
Edvaldo Manoel de Lima Neto
Josenilda Batista dos Santos
Vitor Hugo Peixoto Castelliano
Luciano Junior da Silva
Aldecir Monteiro da Silva
Rougger Xavier Guerra Junior
Diego Carvalho Martins
Rita Bernadeth Moura Medeiros
Claudio Fernandes de Lima Monteiro
Cynthia Denize Silva Cordeiro
Tanison da Silva Santos
Genilton Martins de Brito
Manuella Trevizan da Silva
Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.
A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões .
Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.
A investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso institucional com a defesa do patrimônio público, com o enfrentamento qualificado à corrupção e com a repressão à infiltração do crime organizado nas estruturas estatais, sempre em atuação integrada com os órgãos de persecução e controle.
Blog do Suetoni Souto Maior