Créditos: Agência Brasil
Disputas internas entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm dificultado a definição de palanques estaduais para a eleição de 2026. Ao menos quatro Estados registram conflitos políticos que ameaçam a unidade da base governista.
No Maranhão, o cenário é considerado o mais delicado. O embate envolve o governador Carlos Brandão e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que comandou o estado entre 2015 e 2022.
Apesar de terem sido aliados — Brandão foi vice nos mandatos de Dino —, a relação se rompeu e evoluiu para um confronto político e institucional. O desgaste aumentou após decisões de Dino no STF que suspenderam processos de indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), incluindo o nome apoiado pelo atual governador.
A crise também impacta os planos eleitorais locais. Brandão cogitava disputar o Senado, mas, para isso, teria que deixar o cargo e transferir o governo ao vice Felipe Camarão, hoje alinhado ao grupo de Dino — e visto como adversário.
Nesse contexto, o governador aposta na candidatura do sobrinho, Orleans Brandão, que lançou pré-candidatura ao governo com apoio expressivo de prefeitos no estado.
Outros Estados com impasses
Além do Maranhão, outros cenários também desafiam a articulação política do presidente:
Distrito Federal: disputa entre Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) pela liderança do campo de centro-esquerda;
Pernambuco: o prefeito João Campos busca apoio exclusivo de Lula, enquanto a governadora Raquel Lyra tenta garantir neutralidade do presidente;
Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) disputam protagonismo na corrida estadual.
Os conflitos evidenciam a dificuldade de construir alianças amplas em nível regional, mesmo entre partidos que compõem a base do governo federal. A definição dos palanques será decisiva para a estratégia de reeleição de Lula, exigindo negociações delicadas para evitar divisões que possam enfraquecer o projeto político nacional.
Com informações do Poder 360