O escritor, advogado, ex-deputado, ex-secretário de estado e membro da Academia Paraibana de Letras, Eilzo Nogueira Matos nasceu no Município de Sousa, em 23 de junho de 1934. Filho de Tiburtino Leite Matos Rolim e de Natércia Nogueira Matos. Pai de cinco filhos do primeiro casamento: Sandra, Sônia, Ênio, Francisco Carlos e José Fábio e três filhos do segundo matrimônio: Edna, Érica e Tiburtino. Ele era avô do vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Felipe Leitão e sogro do vereador de João Pessoa, Mikika Leitão.
Eilzo cursou o primário e o secundário em Sousa, Patos, Mossoró e Campina Grande. Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Faculdade de Direito do Recife. Foi presidente da Fundação Cultural do Estado da Paraíba, membro do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, e, entre outros cargos e funções, diretor da Rádio Tabajara.
Em 1970 disputou o cargo de deputado estadual pela ARENA e obteve 11.260 votos, 2,88% dos votos válidos, tendo sido eleito. No pleito de 1978 disputou o cargo de deputado estadual pela ARENA obtendo 13.936 votos, 2,19% dos votos válidos. No pleito de 2002 disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados pela Coligação formada PSC / PL / PC do B / PT / PMN tendo ficado na suplência.
Como político Eilzo Matos exerceu diversos cargos, dentre os quais destacamos: Deputado Estadual em duas legislaturas 1971/1974 e 1979/1982, foi escolhido pela bancada de imprensa credenciada junto aos trabalhos da Assembleia Legislativa, por seis anos, entre os melhores parlamentares com atuação no Plenário. Ex-Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba 1976/1977; Ex-Secretário do Interior e Justiça do Estado da Paraíba 1977/1978, escolhido pela imprensa especializada como Secretário do Ano em 1977. Foi um político de atitudes republicanas.
Exerceu os cargos de Secretário de Segurança Pública, em 1976 e Secretário do Interior e Justiça do Estado da Paraíba, em 1978. Além disso, atuou em áreas ligadas à cultura e à comunicação, com passagens pela Fundação Cultural do Estado da Paraíba, pelo Conselho Estadual de Cultura, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba e pela Rádio Tabajara.
Na área acadêmica e cultural, Eilzo Matos teve o nome associado à criação da Faculdade de Direito de Sousa e do Festival de Inverno de Areia. Também integrou a Academia Paraibana de Letras (APL), onde passou a ocupar a cadeira 3 (patrono: Albino Meira) em 2009.
Publicações: Prosa Caótica – 1985; A face do Tempo - 1985; História da Faculdade de Direito de Sousa – 1991; A Invasão das Cobras; Viajantes do Purgatório – 1995; As Horas trágicas – 1997; A Super Quadra - 1998; Antônio Mariz – “paraíba, nomes do século”- 2000; Letras do Sertão - 2004; Política Sousense, Novos Tempos Velhos Costumes – 2005.
Afastado da militância político-partidária, recolheu-se na fazenda “Lagoa de Baixo”, da sua propriedade, no Município de Pombal.
Ele foi um dos entusiastas e articuladores da criação da Faculdade de Direito de Sousa, contribuindo diretamente para a formação de gerações de profissionais no sertão paraibano.
Eilzo Matos deixou um legado literário e jurídico que o consolidou como uma das mentes brilhantes de sua geração. Sua partida gera comoção entre políticos, intelectuais e conterrâneos sertanejos, que destacam sua integridade e dedicação ao desenvolvimento regional.
Um homem de história grandiosa, que serviu à Paraíba como ex-deputado estadual, ex-secretário de Segurança Pública, ex-secretário do Interior e Justiça, escritor e membro da Academia Paraibana de Letras. Homem de múltiplas virtudes, destacou-se como advogado, escritor, acadêmico e político, tendo exercido com honradez e competência o mandato de Deputado Estadual em legislaturas distintas, além de ocupar cargos de grande relevância na administração pública estadual
Seu falecimento representa uma perda irreparável para a Paraíba, que se despede de um de seus mais ilustres filhos, cuja história se confunde com o fortalecimento das instituições públicas e culturais do Estado. A política paraibana não perde apenas um nome.
Perde uma referência.
Abdias Duque de Abrantes Advogado, jornalista, servidor público, graduado em Jornalismo e Direito pela UFPB e pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), que integra a Laureate International Universities.
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