Por causa de cortes, diretor teme que a UFCG só funcione plenamente até setembro em Cajazeiras - BLOG DO GERALDO ANDRADE

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Por causa de cortes, diretor teme que a UFCG só funcione plenamente até setembro em Cajazeiras

O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicemário Simões, esteve no campus de Cajazeiras, nesta quinta-feira (23), para conversar com professores, estudantes e administradores sobre o bloqueio de recursos do Governo Federal que vai afetar todos os campus da UFCG no estado.

Vicemário afirma que a comunidade acadêmica está atenta às medidas do governo e engajada na luta pela tentativa de reverter o bloqueio.

Ele explica que algumas obras para as quais já havia recursos garantidos continuarão em andamento no campus de Cajazeiras. Enquanto isso, a direção geral da UFCG ainda realiza um estudo mais aprofundado do impacto do bloqueio em cada campus.

“É um momento diferenciado para nós e nos pegou de surpresa. Mas eu estou percebendo que a comunidade está atenta a essa momento e organizada. Nós estamos todos juntos para tentar reverter esse quadro o mais depressa possível e quiçá solicitemos para o ano que vem mais ampliação de orçamento para as universidades como um todo”.



Já o diretor do campus de Cajazeiras, Antônio Fernandes, diz que o impacto negativo já começou a partir do anúncio do bloqueio, pois a direção teve que cancelar, como medida preventiva, a realização de atividades como congressos e aulas de campo.

Antônio Fernandes teme que o campus de Cajazeiras só funcione em sua plenitude até setembro, caso o governo persista no bloqueio. Ele conclama a sociedade para defender a universidade e a futura construção do novo Hospital Universitário, que já sofreu baixa na sua verba.

“Caso esse bloqueio continue há uma grande expectativa negativa até mesmo com o fechamento desses órgãos. Conclamamos a população para defender as universidades, institutos e hospitais como espaços de cidadania, de soberania nacional e de possibilidades econômicas também”.




Fonte: Diário do Sertão